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segunda-feira, 6 de junho de 2011

De Goiânia ao Fim do Mundo

                                                 
                                                                       22/12/2007 

Saímos de Goiânia as 05:40 h do dia 22 de dezembro de 2007. Tínhamos o roteiro da viagem mais ou menos idealizado, com o objetivo de conhecer os lugares que julgávamos mais interessantes no lado sul da nossa América, mas não era um roteiro fechado. Tudo ia depender do que encontrássemos pelo caminho. Na saída, a quilometragem do Troller estava em 15.888 km rodados. Paramos em Hidrolândia para comprar água. Tavinho queria abastecer somente no Posto Alvorada, em Goiatuba. Passamos por dois postos, mas ele não quis parar. Resultado: quando ainda estava longe do objetivo, a luz do combustível acendeu e ficamos com medo do jipe parar sem óleo. Ficamos torcendo para aparecer outro posto o que, finalmente, aconteceu quando estávamos no finzinho da reserva. O posto era do outro lado da pista. Atravessamos e colocamos apenas 20,00 porque o teimoso queria parar no Alvorada. Enfim, paramos onde ele desejava e, além de cuidar do Troller, também aproveitamos para fazer o nosso desjejum. Prometi a mim mesma que não permitiria  que isso acontecesse novamente. Em viagem de carro, não se pode descuidar do combustível, principalmente no nosso caso, com motor a diesel e viagem rumo a lugares nunca antes visitados. Temos que completar o tanque  sempre que encontrarmos um posto de qualidade porque normalmente não dá pra saber quando encontraremos o próximo.
Paramos mais três vezes durante o dia para lanches rápidos. Decidimos não almoçar para ganhar tempo no primeiro dia, uma vez que o nosso objetivo era estar em Foz do Iguaçu para passar o Natal. A 10 Km da divisa do Paraná abastecemos o carro novamente, quando verificamos que o jipe fez mais de 10km por litro, apesar de mantermos uma velocidade um pouco acima do normal. Chegamos a Londrina/PR às 19 horas e nos hospedamos no hotel Cedro, na Av. JK. Tomamos um banho e saímos para comer uma pizza em local próximo. Minha filha Priscila ligou contando que estava terminando de fechar a bagagem. Ela embarcaria naquela mesma noite para a Holanda, para o batismo do priminho Rafael. Fomos dormir cedo porque a idéia era chegar rápido a Foz a tempo de almoçar na Argentina. Em viagem anterior que fizemos à terra das cataratas, almoçamos todos os dias em Puerto Iguazu. Vale a pena: carne excelente e preço melhor que o nosso.

                                                               23/12/2007      

Por causa do café da manhã, terminamos saindo de Londrina às 07:25 h. A quilometragem do jipe era 16.861, ou seja, tínhamos rodado no primeiro dia 973 km. Boa arrancada! No primeiro pedágio, em Arapongas, erramos de estrada. Pegamos para Apucarana e só descobrimos o erro quando vimos que estávamos em estrada de pista simples. Resultado: demos uma volta, passando por Cambirá e Jandaia do Sul e voltamos para a pista dupla em Mandaguari. Como havíamos caprichado no café da manhã, só paramos para comprar água e refrigerantes e usar o banheiro. Chegamos a Foz às 14 horas, depois de rodar um pouco mais de 500 km. A distância entre Londrina e Foz é 495, mas devido ao erro de estrada, aumentou um pouco. Fomos direto a Puerto Iguazu, almoçar no “El Quincho Del Tio Querido”, restaurante que já conhecíamos de nossa estada anterior. Gastamos 26 euros, que na verdade terminou sendo mais porque o garçom voltou o troco em pesos, fazendo uma conversão bem favorável pra ele. Dos 12 pesos que ele nos voltou, deixamos 2 com o vigia do estacionamento. Nosso hotel em Foz foi o Harbor Colonial Iguazu, que fica na Rodovia das Cataratas, após a entrada do aeroporto. Já tínhamos reserva, aliás esta foi a única que fizemos para a viagem. Nos demais locais, a idéia era chegar e procurar hospedagem. Tomamos um banho e descansamos. À noite saímos para uma voltinha pela cidade, compramos bolachas e refrigerantes para abastecer o frigobar. No hotel não havia nada diet. Entramos numa lanchonete que já conhecíamos da outra visita à cidade e fizemos um lanche. Voltamos para o hotel e enquanto eu fazia anotações no diário, Tavinho desabou na cama e dormiu em dois minutos.

                                                                                    24/12/2007

Após o desjejum, demos uma volta pelas instalações do hotel, que é bem grande, com uma bela área de lazer, que possui, inclusive, piscina coberta e aquecida. Mas, estava  com uma certa aparência de abandono, sinalizando que o local já tivera dias melhores. Primeiro contratempo: descobri que tinha perdido meus óculos de sol com grau, provavelmente  esquecidos no restaurante argentino. Assim, saímos do hotel e fomos em busca de uma ótica. Felizmente, eu tinha a receita na bolsa e por mais sorte ainda, encontramos na Ótica Cristal uma moça que, muito gentilmente, ligou para diversas óticas até encontrar uma que tinha lentes com o meu grau porque não havia tempo para fabricá-las. Quanto ao modelo dos óculos, tive que me contentar com um bem básico, que era o que poderia ser adaptado para as lentes encontradas. Dei-me por feliz! Enquanto esperávamos pelos óculos, andamos a procura de um cabo para o nosso travel cooler. Não encontramos, mas em uma oficina um rapaz se ofereceu para fazer uma adaptação no nosso, que voltou a funcionar. Mas, foi por pouco tempo. Pelo jeito, não teríamos bebidas geladas no carro durante a viagem. Ao meio dia, pegamos os óculos e rumamos para Puerto Iguazu, onde voltamos ao El Quincho, mas falaram que não encontraram os óculos. Fomos a uma farmácia, onde Tavinho comprou seus remédios. Ele usa uma medicação para o coração, que ainda não tem no Brasil, mas na Argentina vende sem receita. Comprei um pacote de alfajores e fomos almoçar. Experimentamos um restaurante que ainda não conhecíamos. Pagamos 160 pesos (cerca de cem reais) por um senhor almoço, com as bebidas e gorjeta. Antes, na fronteira, tínhamos feito câmbio para não sermos lesados novamente. Trocamos 500 euros por 2.200 pesos e 100 dólares por 310 pesos. Em um supermercado comprei pilhas para a lanterna, shampoo e condicionador, tudo por 30 pesos.
À noite, decidimos participar da ceia de Natal no hotel. Estava muito cheio o salão, ficamos com a impressão que o número de convivas superou a previsão e o serviço deixou a desejar, mas conseguimos ficar satisfeitos. Antes, tínhamos conseguido falar com a Priscila e Luiza, minha irmã, na Holanda e Tavinho falou com mãe e o irmão em São Simão/SP. Não consegui falar com Tarsila, minha caçula, que está no Rio Grande do Sul e não usa seu celular fora de São Paulo, nem com  Gustavo e Patrícia, meu filho e nora, que moram em São Paulo.
Fui dormir desejando mentalmente um Feliz Natal para todos nós, e pedindo a Deus uma viagem feliz e sem problemas.
                                                                                        25/12/2007

Entrando na Argentina
Saímos de Foz do Iguaçu às 07:30 h. No painel do carro, vimos que marcava 17.565 km, ou seja, tínhamos rodado, desde Londrina 704 km. Era 25 de dezembro e na aduana não havia ninguém para ser atendido. As agentes foram muito gentis e quando souberam que iríamos até USHUAIA ficaram surpresas e perguntaram se tínhamos mapas. Recomendaram que abastecêssemos sempre porque há longos trechos sem postos na Patagônia. Nenhuma novidade pra gente. Nos pediram apenas a Carta Verde, documento indispensável para rodar pela Argentina. Tiramos fotos na saída, aparecendo a aduana.


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