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terça-feira, 21 de junho de 2011

De Goiânia ao Fim do Mundo 9


13/01/2008

Nosso hotel e a vista de Puerto Natales
                Saímos um pouco antes das nove horas de Puerto Natales, com o velocímetro do jipe indicando 25.860 km e dez quilômetros depois chegamos à fronteira com a Argentina. Não havia ninguém na fila, nem precisei descer do carro. Tavinho levou os documentos  e o encarregado carimbou nossos passaportes. Na aduana argentina, também não tinha ninguém, mas demorou um pouquinho porque só havia um funcionário para todos os trâmites.
              Pegamos a ruta 40, em dúvida se continuávamos nela ou se passávamos para a ruta 7, caminho mais longo, mas com asfalto. Tínhamos ficado com um pouco de medo de rodar no rípio por causa dos trincados que já tínhamos no parabrisa. Mas, concluímos que não havia razão para fugir dos trechos sem pavimentação, uma vez que estávamos em um veículo 4 x 4. Assim, ficamos mesmo na Ruta 40, onde atingimos 10.000 km rodados na viagem. A estrada estava boa e são apenas 76 km até El Calafate.
          Chegamos no início da tarde ao nosso destino e fomos logo a um posto de informações da municipalidade, que fica na estação rodoviária, na Rua Júlio Roca. El Calafate é uma cidade de aparência muito agradável e o comércio se concentra na sempre presente Av. San Martin, onde tem um monte de hotéis e pousadas. Pegamos indicação de quatro hotéis com a funcionária do posto. No primeiro, já não havia vagas, mas havia outro, em frente, chamado Los Lagos, onde conseguimos um apartamento bem razoável: quarto amplo, com TV, banheiro acanhado (o que não é novidade por lá) e internet na recepção. Endereço: Rua 25 de Mayo, 220. Preço: 200 pesos, com café da manhã. Devido ao apelo turístico do local, não se consegue hotel decente mais barato do que isso.
            A proprietária do hotel, muito simpática, nos indicou um restaurante na Av. San Martin. Optamos pelo bufê, para comer salada, mas a carne servida não estava à altura da tradição argentina, que já conhecíamos bem. Mas, deu para matar a fome. Pagamos 90 pesos pela refeição.
              Fomos andar pela cidade e passamos em uma lan house, porque eu queria verificar qual o passeio que tinha sido sugerido pela nossa amiga Terezinha,que estivera a pouco tempo em El Calafate. Passamos numa agência de turismo e contratamos uma excursão onde iríamos conhecer cinco glaciares, inclusive o maior de todos, o Upsala. O pacote para nós dois custou 120 euros. O glaciar mais famoso, o Perito Moreno, não fazia parte do pacote, mas nele poderíamos chegar de carro até o local de pegar o barco. Então, decidimos que no dia seguinte faríamos a excursão e no outro o passeio até o Perito Moreno.
Motoqueiros cariocas em El Calafate.
           Resolvida a questão dos passeios, ficamos andando pela cidade e fazendo compras: comprei camisetas para as crianças da família e afilhados e encontrei uma peça bonita de inspiração indígena patagônica que comprei para minha amiga Maria Amélia. Nas andanças pela cidade, vimos muitos brasileiros. Entre eles, um grupo de motoqueiros cariocas, que não dispensam a nossa bandeira. É agradável estar sempre encontrando nossos compatriotas.
Cansados de andar, resolvemos comprar lanche para comer no apartamento. Teríamos que levantar cedo no dia seguinte porque o ônibus da excursão viria nos  apanhar as sete horas.

14/01/2008

             O ônibus da excursão apareceu no hotel as 07h40m. Fomos os antepenúltimos a entrar. Rodamos cerca de uma hora até chegar ao porto. Pelo folheto, vimos que a distância é de apenas 50 km. Lá chegando,  tivemos que comprar os tickets para o barco: 40 pesos cada um. O barco ficou lotado, com gente de todo o lugar do mundo.
               O passeio vale muito a pena, principalmente para nós, brasileiros, onde não existem glaciares.
Saímos do Puerto Bandera, em El Calafate e navegamos pelo braço norte do lago argentino, passando por cinco glaciares, inclusive o maior de todos, o Glaciar Upsala.
 O barco dá ideia do tamanho do gelo.

No início da navegação, já vimos blocos de gelo boiando no lago e a visão dos gigantescos blocos, que formam os glaciares, é fantástica.
O lago argentino é portentoso e ficamos extasiados com a visão dos vários glaciares, um atrás do outro.
O barco faz uma parada na baía Onelli, onde há uma grande concentração de blocos de gelo sobre as águas límpidas da baía. O acesso ao local mais bonito exige uma caminhada de mais ou menos um km por uma alameda cheia de árvores, que é uma típico bosque andino patagônico, conforme a definição que vi em um folder que obtivemos no local. Nesta baía, se encontram os glaciares Onelli, Bolado e Agassiz, que se confluem no lago Onelli. É muito bonito e dá vontade de ficar por ali contemplando a natureza.
Clélia e Tavinho na Baía Onelli

Nessa parada, há um restaurante, onde aproveitamos para almoçar. A maioria das pessoas tinham levado lanche, não sei se por economia ou para não perder tempo. Mas nós não estávamos preparados e fomos ao restaurante, onde comemos bife a milanesa com fritas: 100 pesos, razoável.
Além dos glaciares da baía Onelli e do grande Upsala, vimos também o Glaciar Spegazzini e outros menores.
É voz corrente que o Perito Moreno é o mais belo dos glaciares. Fiquei imaginando se isso poderia ser verdade porque o espetáculo que vimos naquele passeio foi realmente fantástico e inesquecível.



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