15/01/2008
Saímos de El Calafate, por volta de 09h30m. O velocímetro do jipe marcava 26.150 km, ao deixarmos o hotel em direção ao Perito Moreno. São 50 km na estrada para chegar ao parque e depois mais 28 km até o acesso.
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| Glaciar Perito Moreno |
O glaciar Perito Moreno, que tem esse nome em homenagem a Francisco Moreno, explorador pioneiro da Patagônia, que era perito do governo argentino, estende-se por uma superfície de 250 km quadrados, desde sua zona de formação, no Campo de Hielo Sur até o Lago Argentino. São 5 km de paredão sobre o Brazo Rico do Lago Argentino, formando um dique natural, que fascina os turistas. Por causa do aquecimento global, o glaciar avança 2 metros por ano, estando, portanto, diminuindo devagarzinho.
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| No barco, defronte o belo Perito Moreno |
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| Com os casais brasilienses |
É muito bonito o espetáculo e fascinante a cor branquíssima e, em alguns pontos, incrivelmente azulada. Dizem que é o reflexo do sol.
No mirante, encontramos uma turma de Brasília, três casais e um deles, goiano, de Silvânia, cidade próxima de Goiânia, que conheço bem por ser cidade natal de um dos meus compadres. Tiramos fotos junto com a turma.
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| O fantástico paredão de gelo |
Assim, uma vez mais modificamos o nosso roteiro. Acertamos que voltaríamos a Rio Gallegos e de lá, seguiríamos pela Ruta 3 até Puerto Madryn, de onde iríamos à Península para curtir os pinguins. Depois, Buenos Aires, Uruguai e volta pelo sul do Brasil.
No retorno do Parque Nacional Los Glaciares, paramos em El Calafate, onde fizemos um lanche no Café e Pizzaria Casablanca, que já conhecíamos. E colocamos apenas um pouco de diesel, já que também lá, os argentinos cobram mais caro dos veículos com patente (placa) estrangeira. Eu estava com dor na coluna e tomei um comprimido, logo a dor melhorou e eu peguei o volante para o Tavinho dormir um pouco. Mas, só consegui dirigir 60 km, veio um sono terrível e eu parei no posto de Esperanza. Tomamos um café e Tavinho pegou a direção novamente.
A estrada, bem conservada, estava com pouco movimento. A paisagem, bem patagônica, árida e desértica, provoca sono e moleza, devido à monotonia. Chegamos a Rio Gallegos, onde planejávamos dormir, às 18h30m. Mas, como ainda tínhamos algumas horas de sol, o meu companheiro estradeiro (acho que ele deve ter sido motorista de caminhão na outra encarnação) me convenceu a seguirmos até uma cidadezinha chamada Monte León, a cerca de 200 km a frente. No posto, onde abastecemos, um motorista de ônibus disse ao Tavinho que havia uma pousada naquela localidade.
Acreditei na veracidade da informação, uma vez que vi no mapa que perto havia uma ilha com pinguins. Por outro lado, rodando mais naquele dia nos possibilitaria chegar a Puerto Madryn no dia seguinte.
Passamos na estrada por um grupo de casas em que estava escrito Estância Monte León. Imaginamos que a pousada estaria mais a frente. Ledo engano. Pelo visto, era lá mesmo. Tavinho odeia voltar e não quis fazê-lo. Resolveu tocar até a próxima cidadezinha que, no mapa, estava a 30 km. Mas, no tal lugar não havia hotel e a alternativa que nos sobrou foi seguir até Puerto Julian.
Chegamos a Puerto Julian pouco mais de 22 horas e percorremos a cidade inteira em busca de acomodação. Por fim, fomos ao posto de informação turística, que funciona junto ao terminal de ônibus, para receber a confirmação do que já havíamos constatado: não tinha vaga em nenhum hotel da cidade e nem mesmo nas casas de família, que se transformam em hospedarias quando aumenta a demanda na região.
Já havíamos ouvido relatos semelhantes várias vezes, mas nunca pensamos que pudesse ocorrer conosco. Estávamos exaustos, com muito sono e a cidade mais próxima, que poderia ter vaga em hotel, era Caleta Olivia, há aproximadamente 3 horas e meia de viagem. Resultado: estacionamos em um posto YPF, à beira da estrada e preparamo-nos para dormir no carro. Antes de conseguir dormir, fiquei pensando na barraca que eu tinha pensado trazer exatamente porque tinha lido histórias de viajantes que tinham passado por isso. Naquela de minimizar a bagagem, a barraca foi descartada.





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