20/01/2008
Naquele domingo, em Buenos Aires, programamos três passeios: de manhã, passear pelo charmoso bairro Caminito, à tarde, visitar o MALBA - Museu de Arte Latino Americana e, por fim, ir a um show de tango, à noite.
Fomos ao Caminito de táxi. Adoro aquelas casinhas coloridas e o ar festivo das ruas coalhadas de turistas de todas as nacionalidades e, principalmente, brasileiros porque "o câmbio les favorece", conforme a cândida explicação do taxista, ao nosso comentário sobre a surpreendente presença de brasileiros em toda a Argentina.
Demosuma volta pelos locais principais, comprei dois calendários e algumas lembrancinhas e sentamos em um bar. Tomei dois chopes enquanto ouvia o tango cantado pelos artistas de rua e apreciava o vaivém dos turistas. Tavinho não estava em sintonia comigo. Aborrece-o os lugares que ele considera "templos de consumo". Assim, demorei menos no bairro do que gostaria. Por mim, teria ficado lá mais tempo, percorrendo devagar as lojinhas, jogando conversa fora com as hermanas e assistindo os artistas de rua dançarem e cantarem. Me conformei porque já tinha feito isto em 2004, mas mesmo assim, ainda pretendo voltar lá outras vezes. É muito interessante!
De lá, pegamos outro táxi para ir conhecer o MALBA. Nosso principal objetivo era ver de perto as obras dos brasileiros, principalmente os quadros de Tarsila do Amaral.
Mas, ficamos frustrados porque após percorrermos todo o Museu e não encontrarmos o que procurávamos, resolvemos perguntar e descobrimos que as obras de Tarsila e dos outros estavam "em San Pablo", conforme nos informou a atendente. Tinham sido emprestadas para a Pinacoteca e só retornariam a Buenos Aires em março.
Fiquei revoltada porque era a segunda vez que eu ia ao MALBA e não conseguia ver o Abaporu. Da primeira vez, em agosto de 2004, o museu estava fechado para reformas. E naquele momento, as obras tinham feito o caminho inverso e estavam logo em São Paulo, onde vou quase todos os meses visitar Gustavo e Tarsila. Me restou o consolo que passaríamos em Sampa, logo mais, no retorno e uma das primeiras coisas que eu faria seria a visita à Pinacoteca.
À tarde saímos para passear perto do hotel. Fomos à Plaza de Mayo, que fica bem próxima e ver de perto a Casa Rosada. Tiramos várias fotos, mas nenhuma ficou boa. Não sei o que aconteceu com a Câmera, talvez mexemos em algum botão indevido. O fato é que todas as fotos em Buenos Aires não prestaram.
Para a noite, contratamos no hotel um show de tango, na casa "La Ventana". É show pra turista, mas pra quem nunca foi, é interessante. Cumprimos o ritual dos turistas típicos, tirando fotos na entrada com os dançarinos profissionais, fingindo que estávamos dançando. Coisa mais ridícula! Da primeira vez que vim a Buenos Aires, tivemos mais tempo e fomos conhecer as casas tradicionais, frequentadas pelos argentinos. Muito melhor!
O inusitado da noite foi o nosso (quase) reencontro com a brasileira que havíamos visto jantando com o filho lá na Patagônia. Enquanto tirávamos as fotos, a vimos discutindo com o mestre de cerimônias do local. Estava exigindo um lugar melhor, perto do palco, uma vez que gostava de dançar e queria ficar perto dos músicos. Acontece que as mesas para duas pessoas, como era o caso dela e o nosso são nas laterais. A casa estava lotada e não havia como satisfazer a vontade dela, tentou explicar o argentino. Mas, ela ameaçou se retirar e, para surpresa nossa, o cara disse a ela que seria um favor que ela faria. A essas alturas, tínhamos nos encolhido em um canto para evitar o constrangimento do encontro. E ela teve que ir embora mesmo, não teve jeitinho nenhum.
A noite não terminou com o astral que iniciou. Eu estava alegre, tomando vinho e me divertindo com o show, mas terminei me aborrecendo com o Tavinho por uma bobagem qualquer. Acho que a minha alegria o incomodou, ele não curte tomar vinho, prefere cerveja e talvez por isso, por não estar como gostaria, resolveu chamar minha atenção, alegando que eu estaria atrapalhando a pessoa que estava atrás (que não reclamou nada). Pronto. Fim de festa. Detesto policiamento. Passamos o resto da noite sem nos falarmos. Lamentável!
Último dia em Buenos Aires.
De manhã, fomos levar o jipe para lavar e depois fui sozinha fazer umas compras. Queria comprar uma roupa e um tênis pra mim, mas não estava com disposição e não encontrei nada que me agradasse. Comprei camisetas para presentear e lingerie para a Priscila.
Fomos ao lindo bairro de Palermo para almoçar. Tínhamos a indicação de um restaurante, mas não o encontramos. Deve ter fechado. Seguimos a orientação do motorista de táxi, que nos recomendou o Meridiano 58o, na Calle J. L. Borges, 1689, Palermo Soho.
Excelente comida, um pouquinho cara, mas muito bem feita. Ah, e conseguimos tomar cerveza bien helada.
À tarde, voltamos à Florida e Tavinho comprou umas camisetas e mais caixas de seu remédio, que não tem no Brasil. Aproveitei e fui à loja Havana comprar alfajores para levar pra Sonia e Gustavo.
Resolvemos não sair mais. Decidimos partir cedo, no dia seguinte, de balsa, para Montevidéu e de lá para o Brasil. Se tudo corresse bem, sem demora na alfândega, a próxima noite já dormiríamos no Brasil.
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| CAMINITO, Pena que todas as fotos ficaram desfocadas |
De lá, pegamos outro táxi para ir conhecer o MALBA. Nosso principal objetivo era ver de perto as obras dos brasileiros, principalmente os quadros de Tarsila do Amaral.
Mas, ficamos frustrados porque após percorrermos todo o Museu e não encontrarmos o que procurávamos, resolvemos perguntar e descobrimos que as obras de Tarsila e dos outros estavam "em San Pablo", conforme nos informou a atendente. Tinham sido emprestadas para a Pinacoteca e só retornariam a Buenos Aires em março.
Fiquei revoltada porque era a segunda vez que eu ia ao MALBA e não conseguia ver o Abaporu. Da primeira vez, em agosto de 2004, o museu estava fechado para reformas. E naquele momento, as obras tinham feito o caminho inverso e estavam logo em São Paulo, onde vou quase todos os meses visitar Gustavo e Tarsila. Me restou o consolo que passaríamos em Sampa, logo mais, no retorno e uma das primeiras coisas que eu faria seria a visita à Pinacoteca.
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| A Casa Rosada |
Para a noite, contratamos no hotel um show de tango, na casa "La Ventana". É show pra turista, mas pra quem nunca foi, é interessante. Cumprimos o ritual dos turistas típicos, tirando fotos na entrada com os dançarinos profissionais, fingindo que estávamos dançando. Coisa mais ridícula! Da primeira vez que vim a Buenos Aires, tivemos mais tempo e fomos conhecer as casas tradicionais, frequentadas pelos argentinos. Muito melhor!
O inusitado da noite foi o nosso (quase) reencontro com a brasileira que havíamos visto jantando com o filho lá na Patagônia. Enquanto tirávamos as fotos, a vimos discutindo com o mestre de cerimônias do local. Estava exigindo um lugar melhor, perto do palco, uma vez que gostava de dançar e queria ficar perto dos músicos. Acontece que as mesas para duas pessoas, como era o caso dela e o nosso são nas laterais. A casa estava lotada e não havia como satisfazer a vontade dela, tentou explicar o argentino. Mas, ela ameaçou se retirar e, para surpresa nossa, o cara disse a ela que seria um favor que ela faria. A essas alturas, tínhamos nos encolhido em um canto para evitar o constrangimento do encontro. E ela teve que ir embora mesmo, não teve jeitinho nenhum.
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| Salud! |
21/01/2008
Último dia em Buenos Aires.
De manhã, fomos levar o jipe para lavar e depois fui sozinha fazer umas compras. Queria comprar uma roupa e um tênis pra mim, mas não estava com disposição e não encontrei nada que me agradasse. Comprei camisetas para presentear e lingerie para a Priscila.
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| Em Palermo, no restaurante. |
Excelente comida, um pouquinho cara, mas muito bem feita. Ah, e conseguimos tomar cerveza bien helada.
À tarde, voltamos à Florida e Tavinho comprou umas camisetas e mais caixas de seu remédio, que não tem no Brasil. Aproveitei e fui à loja Havana comprar alfajores para levar pra Sonia e Gustavo.
Resolvemos não sair mais. Decidimos partir cedo, no dia seguinte, de balsa, para Montevidéu e de lá para o Brasil. Se tudo corresse bem, sem demora na alfândega, a próxima noite já dormiríamos no Brasil.





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